13.8.07

PRA TODOS OS GOSTOS!

Giovana Santana Carlos*

Eles correspondem ao maior público leitor de quadrinhos no mundo. As estatísticas são de assustar. Pra se ter uma idéia, em 2002, quase 40% do que foi publicado no país correspondia a HQ`s e, em 1995, existiam cerca de 15 histórias para cada habitante. Mas, não é só isso, a forma como eles fazem os quadrinhos é muito diferente da ocidental. Você nunca tinha ouvido falar sobre os mangás, as histórias em quadrinhos do Japão?

O mercado de quadrinhos japoneses é muito peculiar, por vários motivos. O que, talvez, mais chamaria a atenção de um ocidental é a grande segmentação: há mangás para meninas, meninos, crianças, adultos (mulheres e homens) e até mesmo para idosos. E, olha que não é só isso, também existem uma grande opção de enredos que abordam desde luta, esporte, romance, erotismo, história e podem até mesmo serem informativo/educacional. Além disso tudo, esse mercado é ligado a outros como, por exemplo, ao dos desenhos animados (conhecidos como animê), ao do cinema e ao da música.

Nos últimos anos, esses produtos vêm invadindo o Brasil, aliás, o ocidente no geral. No nosso caso, começou na TV aberta com os animês e os live-actions (espécie de seriado, como Power Rangers). Nos anos 80, duas décadas depois da chegada desses programas, viraram um gosto nacional. Provavelmente você já deve ter ouvido nomes como Kamen Raider, Jaspion, Pokemon e Dragon Ball... O sucesso foi tanto que – li em algum lugar que mais da metade dos desenhos animados que passam na televisões pelo mundo hoje são nipônicos -, a partir de 2000, foi a vez das revistas. Atualmente, boa parte do que se encontra nas bancas e livrarias brasileiras é mangá, que vem dominando esse mercado.

Curiosamente, os japoneses nunca fizeram seus quadrinhos pensando na comercialização pro exterior. Assim, as histórias são feitas para aquele povo, ou seja, são pensadas para aquele público específico, em seu contexto cultural. Moral da história: não tem nada a ver com o mundo ocidental (com algumas exceções, obviamente). Alguns especialistas apontam a construção de personagens mais humanos, com seus dilemas e problemas, como uma das explicações sobre o gosto do leitor ocidental pelo mangá. De qualquer forma, os fãs não param de crescer. O que é de se esperar, já que é possível encontrar todo e qualquer tipo de situação nesses gibis. Não tem gosto que não possa se satisfazer devido a isso, o que pode acontecer é o pouco conhecimento de títulos, a falta de algumas traduções, ou ainda, um simples desinteresse. E, por favor, não os compare com os quadrinhos ocidentais, pois são coisas diferentes!

* Giovana fez a monografia de conclusão do curso de Jornalismo sobre o fenômeno Mangá.

4 comentários:

Anônimo disse...

Muuito bom, Gio!!!

Beijos


Gabriela

Anônimo disse...

Eu conheço partes desse texto...risos... e pelo que ouvi falar, parece que valem nota 10,0!!! é isso aí GAROTA!
Beijos, Biba.

Roberta Scheibe disse...

É isso mesmo Biba. hahahaha
E agora também pode haver uma novidade em Passo Fundo... falando em MANGÁ, claro!!! Tudo depende da Giovana e mais uma galera...

Togharma Patrick disse...

Olá Gioooooo!!

Gostei muito do txt!!! D uma maneira simples e bem interessante, vc conseguiu prender minha atenção!!!

Só uma observação construtiva (hehehehehe). "Power Rangers", são seriados com atores americanos (sem os uniformes) onde são colocados cenas dos seriados originais (SUPER SENTAIS - com os uniformes). Fenômeno que começou no fim dos anos 90!!!

GOD BLESS